domingo, novembro 03, 2013

#Hiperó - Paranapiacaba

Mochilão nas costas...sapatinhos confortáveis...e pé na estrada! :D
Faz tempo...desde a época da facul para ser mais exata que eu estava querendo fazer uma viagem de trem...não queria ir muito longe mas que desse aquela sensação de aventura...falávamos eu e o Pedro sempre de Paranapiacaba mas, devido a correria da vida, nunca conseguíamos realizar. (A cor dos meus cabelinhos estão diferentes...isso quer dizer que faz um tempinho atrás.)
Compramos coisinhas gostosas para beliscar...levamos chocolate quente...café...e até canecas!!! :) Juntamente conosco foi nosso amigo Henrique.
E para ficar ainda mais legal o passeio, levei meu Damboard.
Paranapiacaba é um distrito do município de Santo André, no estado de São Paulo, no Brasil. Surgiu como centro de controle operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway, companhia esta que operava a estrada de ferro que realizava o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos e vice-versa.

Casa dos Engenheiros
Característica da arquitetura hierarquizada de Paranapiacaba, as casas habitadas pelos engenheiros e suas famílias eram de alto padrão. Grandes e avarandadas, foram construídas em madeira nos tempos da São Paulo Railway, com plantas baixas individualizadas; depois, em alvenaria nos tempos da Rede Ferroviária Federal, com mesmo padrão de plantas. Muitas sofreram reformas em vários momentos, principalmente com a chegada da RFFSA.
Uma das caracteríticas que chama a atenção é a cobertura do imóvel, pois somente com estudos elaborados pelos conselhos de reconhecimento, concluiu-se que o material das telhas não era ardósia, e simfibrocimento, introduzidos provavelmente a partir da década de 50 entre alguma das reformas que sofreram.
Os ferroviários que possuíam família, com esposas e filhos, habitavam casas com maior número de cômodos. Eram construídas em madeira e cobertas por folhas de zinco. Esta tipologia era próxima às geminadas duas a duas.
Ficamos nesta casinha amarelinha acima leeenda!!!
Acabei levando a câmera fotográfica analógica que ganhei do papito...depois de 3536456,663 anos sem usá-la, comprei um filme. Essa máquina é tão legal...se o filme é de 24 poses, por exemplo, ela multiplica e tira 48 fotos! As fotos de meio quadro..creio q são assim chamadas...(Ainda não revelei... #Vamos_acompanhar )
Pedrinho pensou em tudo!!Até em trazer canecas para nosso pic-nic em Paranapiacaba.
Casa dos solteiros

Características da arquitetura hierarquizada de Paranapiacaba, as casas de solteiros eram conhecidas como barracos.
Foram construídas em madeira, exceto duas em alvenaria.
Essa tipologia foi criada pela São Paulo Railway, e a Rede Ferroviária Federal deu continuidade, construindo-as em alvenaria.
A planta dessas casas possui dormitórios, sanitários e cozinha para pequenas refeições, serviam para alojar o grande fluxo de homens solteiros, que preenchiam as vagas de ferroviários.
Havia poucos sanitários e chuveiros, já que os trabalhadores se revezavam em turnos.
Museu do Castelinho

Essa residência, também denominada de "Castelinho", situa-se entre a Vila Velha e a Vila Martin Smith.
Localizada no alto de uma colina, com uma excelente vista privilegiada para toda a vila ferroviária, foi construída por volta de 1897 para ser a residência do engenheiro-chefe, que gerenciava o tráfego de trens na subida e descida da Serra do Mar, o pátio de manobras, as oficinas e os funcionários residentes na vila.
Sua imponência simbolizava a liderança e a hieraquia que os ingleses impuseram a toda a vila; ela é avistada de qualquer ponto de Paranapiacaba.
Dizia-se que de suas janelas voltadas para todos os lados de Paranapiacaba, o engenheiro-chefe fiscalizava a vida de seus subordinados, não hesitando em demitir qualquer solteiro que estivesse nas imediações das casas dos funcionários casados.
No decorrer de mais de um século de uso, foram feitas várias reformas e tentativas de recuperação de seu aspecto original; as maiores reformulações foram realizadas nas décadas de 1950 e 1960.
Foi restaurado pela prefeitura de Santo André em parceria com a World Monuments Watch.


Não sei quanto a vocês, mas acho suuuuuper essas fotos de trens antigos e abandonados...
Não deu para ver  legal...tirei as fotos do iphone...mas na cidade há um relógio na Estação...como o Big Ben de Londres.
O Bondinho me fez lembrar demais da minha infância, pois em São Vicente havia (nem sei se ainda há) o Bondinho da Praça da Biquinha.
...pensem na pessoa enlouquecida pelas canecas(que poderiam ter sido silkadas com mais carinho, uma vez que estavam feinhas...mas, acabei trazendo uma para servir de souvernir e mais uma para coleção). Além disso, pode-se comprar outras lembrancinhas, como panos de pratos feitos pelos moradores da região...cartões postais...

Concordo...as fotos das canecas ficaram horrorosas...mas, era o que tinha pra hoje...ôps, para aquele dia...rs
Bem, vou-les contar os prós e os contra da viagem.

Primeiramente, os pró:
- É distante da loucura de São Paulo...quem quiser descansar como se não houvesse amanhã, recomendo. Inclusive, há muitas pousadas na cidade. 
- As casinhas são fofas...as fotos ficam lindas, tiradas direito é claro...rs
- Viajar de trem...ter a sensação de ir para um lugar lonjão messss é bem agradável. 
- Reuna amigos legais...não vá só. 
- Para quem gosta de trilha, é um prato cheio.
- Há um bondinho que faz o passeio turístico pela cidade...
- A vista dos trens abandonados é linda...
- O Relógio da Estação de trem Big Ben é uma das atrações bacanas.

Agora, os contra da viagem:
- Os restaurantes são com aspecto suginho...Perdí a conta de ver o Henrique olhar na cozinha para saber como era antes de finalmente sentar a mesa para comer. Acabamos achando um restaurante...e matamos quem estava nos matando.
- Não havia muitos lugares vendendo artesanatos por lá..remeteu um clima de pobreza...na minha opinião, o prefeito da cidade - ou de Santo André - deveria investir mais.
- Não há ABSOLUTAMENTE NADA de atrativo na cidade! Não se você quiser se divertir.  o.O
De verdade...
Perguntamos para um dos turistas o que tinha feito ele vir a cidade e ele disse que para quem quer fugir da correria e loucura de "Sampa City", o lugar é ideal...por isso mesmo ele estava lá. (Na pracinha central há apenas uns espaços, onde se vende café, refrí e coisinhas para se comer e um pessoal tocando violão, como naquelas cidades de interior beeem distantes de SP ...essa é a maneira que eles se divertem.)
- Há bastante mato e a cidade inteira parece um enorme set de filmagens de filmes antigos. Legal para tirar fotos mas, moradores não há quase...É como se pessoas viessem de uma cidade vizinha para lá apenas para trabalhar em determinados lugares, como as pousadas, restaurantes...e depois fossem embora. Há muitas casas vazias por lá...fechadas mesmo...

-Enfim...
Eu não voltaria em Paranapiacaba..
Acho que quem é de cidade grande não se acostuma...pelo o menos eu não.
(Eu já moro no meio dos matos, gentem...rs...pra mim foi overdose...de mato! ) rs
Mas, como eu comentei com meus amigos e companheiros de viagem... não importa o destino e sim quem está conosco...mesmo a cidade ter deixado a desejar, foi incrível porque estava com pessoas que amo...isso basta!

E você...conhece Paranapiacaba? Já ouviu falar?
Conta aêê!! :D
Besitos! E hasta! Bon dia!


2 comentários:

Camila Faria disse...

Não conheço a cidade, nunca tinha ouvido falar na verdade... Também gosto de ver - e tirar fotos - de trens antigos, acho lindo. Uma pena a gente não ter uma malha ferroviária maior aqui no Brasil, seria realmente incrível. Adorei a casinha amarela!

http://naomemandeflores.com

Nathaly Albertí disse...

Não?
Nem perdeu nada! hehehehe
Sério...rs

Bjuuu!

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